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sábado, 3 de novembro de 2012

Tinta a Óleo: História e afins



Vista de Delft pintura a óleo de Vermeer.
A tinta a óleo é uma tinta de secagem lenta que consiste numa mistura de partículas de pigmento em suspensão num óleo secante, sendo o mais comum, o óleo de linhaça. A viscosidade da tinta pode ser alterada pela adição de solvente tal como a Terebentina ou Éter de petróleo. Pode ser adicionado Verniz para aumentar o brilho do filme de tinta a óleo seco. As tintas a óleo têm sido usadas na Europa desde o Século XII para decoração simples e adotadas largamente a partir do inicio do Século XIV, como meio de expressão artística.
As aplicações modernas das tintas a óleo, mais comuns, para além da sua continuada utilização em pintura artística, são no acabamento e proteção da Madeira, na pintura de casas e edifícios, e em navios e barcaças. As suas boas propriedades de resistência à intempérie e cores luminosas e brilhantes, tornam-nas desejáveis tanto para decoração interior e exterior.
A espessura da camada aplicada influi diretamente no seu tempo de secagem.
A grande vantagem da pintura a óleo como meio de expressão artística, é a sua secagem lenta, pois permite ao pintor alterar e corrigir o seu trabalho, bem como misturar as diversas cores, obtendo inúmeras tonalidades diferentes..

Tubos de tinta a óleo

História

A história do desenvolvimento da tinta de óleo e das datas de introdução dos vários componentes (Secantes, diluentes, etc) é ainda pouco compreendida, apesar de ser estudada desde o século XVIII. Existem muitas teorias e informações incorretas e, em geral, tudo o que foi publicado até 1952 deve ser tratado com cautela e ceticismo.
As pinturas a óleo mais antigas que se tem conhecimento datam do ano 650 AC e foram encontradas em 2009, em cavernas do Vale de Bamian no Afeganistão. De acordo com os estudos feitos, estas tintas de óleo eram feitas à base de óleos de noz e de papoila.
Nas antigas civilizações do Mediterrâneo, Grécia, Roma e Egito usaram óleos vegetais, mas existem poucas provas que foram usados como meio de expressão artística em pintura, pois o óleo de linhaça demorava muito tempo a secar e tinha tendência para escurecer e fissurar ao contrário do Mastique e da cera.
Escritores gregos, como Aetius Amidenus registaram receitas envolvendo óleos secantes como o óleo de noz, óleo de papoila, óleo de cânhamo, óleo de pinho, óleo de rícino e óleo de linhaça. Quando espessos, os óleos ficavam resinosos e podiam ser usados como verniz para selar e proteger as pinturas da ação da umidade. Adicionalmente, quando se adicionava pigmento amarelo, podia ser usado como uma alternativa barata à douragem.
Os monges primitivos cristãos mantiveram estes registos e usaram as técnicas nos seus próprios trabalhos artísticos. Teófilo Presbítero, monge alemão do século XII, recomendava a utilização de óleo de linhaça e não aconselhava a utilização de Azeite devido ao seu longo tempo de secagem.
No século XIII, a tinta de óleo era usada para o detalhes nas pinturas a têmpera. No século XIV, Cennino Cennini apresentou uma técnica de pintura usando têmpera coberta por ligeiras camadas de óleo.
As propriedades de secagem lenta dos óleos vegetais era de conhecimento comum nos pintores primitivos. No entanto, a dificuldade em adquirir e trabalhar os materiais, significava que os mesmos, eram raramente usados, e o longo tempo de secagem era visto, como uma grande desvantagem.
Á medida que a preferência do público se orientava para um maior realismo, as tintas de têmpera de secagem rápida tornaram-se insuficientes. Os pintores flamengos combinaram a têmpera e a tinta de óleo durante o século XV, mas no século XVII a pintura de cavalete com tintas de óleo puras, era já comum, usando as mesmas técnicas e materiais que na atualidade.
Acredita-se (se bem que as provas sejam questionáveis) que a técnica atual de pintura a óleo foi criada cerca de 1410 por Jan van Eyck. Apesar de Van Eyck não ter sido o primeiro a usar tinta de óleo, foi o primeiro a artista que produziu uma mistura com óleo secante, que podia ser usada em combinação com pigmentos minerais. A mistura de Van Eyck consistia em vidro esmagado, ossos calcinados e pigmentos minerais fervidos em óleo de linhaça até atingir um estado viscoso.
Antonello da Messina mais tarde, melhorou a tinta de óleo. Ele adicionou Litargírio ou Óxido de Chumbo II. A nova mistura possuía uma consistência parecida com o mel e melhores propriedades secativas.. Esta mistura ficou conhecida como “Oglio Cotto” – Óleo cozido.
Leonardo da Vinci, mais tarde melhorou estas técnicas através da cozedura da mistura a baixas temperaturas e adicionando 5 a 10% de cera de abelha, a qual evitava o escurecimento da pintura.Giorgione, Ticiano e Tintoretto também podem ter alterado a formulação.
A utilização de óleos cozidos ou Litargírio escurecem uma pitura a óleo rapidamente. Nenhumas das pinturas dos velhos mestres que sobreviveram usaram estes componentes nas pinturas.
Desde esse tempo, foram feitas muitas experiências para melhorar a tinta a óleo. As tintas a óleo modernas são feitas a partir de óleos vegetais extraídos das plantas Vernonia, Calendula, Euphorbia cujos óleos ou aumentam a resistência ou diminuem o tempo de secagem

A Resina


Representação de um Óleo secante, este é derivado de 3 ácidos gordos insaturados, Linoleico(cima), linolenico (meio), e Oleico (baixo). A ordem de secagem é Linolenico > Linoleico > Oleico, refletindo o seu grau de insaturação

Características


Reacção de um ácido secante com o oxigéniodo ar
As tintas de óleo tradicionais requerem um óleo que endureça gradualmente, formando um filme estável e impermeável. Esses óleos são chamados de óleos secantes ou sicativos que são caracterizados pelos seus altos níveis de ácidos gordos polinsaturados. Uma medida comum para medir as propriedades secantes destes óleos é o seu índice de iodo, o número de gramas de Iodo que 100 gramas de óleo podem absorver. Óleos com índices de Iodo maiores de 130 são considerados secantes. Entre 115 e 130 são considerados semi-secantes e os com índice de Iodo inferiores a 115 são não secantes. O óleo de linhaça possuiu um índice de Iodo entre 174 e 204.
Quando expostos ao ar, os óleos secantes não sofrem o mesmo processo de evaporação que a água. Em vez disso, as suas cadeias insaturadas reagem com o Oxigénio do ar, Polimerizando por reticulação passando a um estado semi-sólido e mais tarde a sólido. A velocidade deste processo varia dependendo do óleo usado. É este processo lento que permite ao artista fazer alterações e/ou correções à sua pintura.

Sementes de Linho (Linhaça)
As tintas de óleos misturam-se bem umas com as outras, o que torna possível variações sutis na cor, bem como a criação de detalhes de sombra e luz. As tintas de óleo diluem-se principalmente com terebentina.

Fontes dos óleos

A resina mais usada continua a ser o óleo de linhaça, obtido por esmagamento da semente da plana do linho. Apesar de os processos modernos usarem vapor e calor para a produção de variedades refinadas de óleo com menos impurezas, os artistas continuam a preferir as variedades obtidas por pressão a frio. Outras variedades vegetais Cânhamo, óleo de papoila,óleo de noz, óleo de girassol, óleo de cártamo e óleo de soja podem ser usados como alternativa à linhaça por uma variedade de razões. Por exemplo, o óleo de cártamo e o de papoila são mais pálidos que a linhaça e por isso permitem brancos mais vibrantes.

Extração e métodos de processamento

Assim que o óleo é extraído, podem ser adicionados aditivos para modificarem as suas propriedades químicas. Desta maneira consegue-se que a tinta seque mais rapidamente, ou possua níveis de brilho distintos. Assim sendo, as tintas de óleo modernas podem ter estruturas químicas complexas, as quais, por exemplo, podem aumentar a sua resistência aos raios ultravioleta ou uma aparência tipo Camurça.

Pigmento


Pigmentos à venda num Mercado de Goa
A cor das tintas de óleo deriva das partículas de pigmento que são misturadas à resina. Os pigmentos mais comuns incluem sais minerais como certos óxidos brancos, (zinco e titânio) e vermelhos (óxido de ferro ou cádmio). Outra classe de pigmentos incluem os pigmentos de argilas naturais como o ocre ou a terra de siena. Por fim já estão disponíveis tintas de óleo com pigmentos sintéticos.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Teoria da Cor - Linha do tempo/Origem


Aristóteles

A mais antiga teoria sobre cores que se tem notícia é de autoria do filósofo grego Aristóteles. Aristóteles concluiu que as cores eram uma propriedade dos objetos. Assim como peso, material, textura, eles tinham cores. E, pautado pela mágica dos números, disse que eram em número de seis, o vermelho, o verde, azul, amarelo, branco e preto.

Idade média

O estudo de cores sempre foi influenciado por aspectos psicológicos e culturais. O poeta medieval Plínio certa vez teorizou que as três cores básicas seriam o vermelho vivo, o ametista e uma outra que chamou de conchífera. O amarelo foi excluído desta lista por estar associado a mulheres, pois era usado no véu nupcial.

Renascença

Na renascença a natureza das cores foi estudada pelos artistas.

Leon Battista Alberti

Leon Battista Alberti, um discípulo de Brunelleschi, diria que seriam quatro as mais importantes, o vermelho, verde, azul e o cinza- as cores em número de quatro estão relacionadas aos quatro elementos (Fogo-vermelho; Ar-Azul; Água-verde; Terra-Cinza (como escreve em sua obra "De Pictura") . Essa visão reflete os seus gostos na tela. Alberti é contemporâneo de Leonardo da Vinci, e teve influencia sobre ele.

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci reuniu anotações para dois livros distintos e seus escritos foram posteriormente reunidos em um só livro intitulado Tratado da pintura e da paisagem. Ele se oporia a Aristóteles ao afirmar que a cor não era uma propriedade dos objetos, mas da luz. Havia uma concordância ao afirmar que todas as outras cores poderiam se formar a partir do vermelho, verde, azul e amarelo. Afirma ainda que o brancoe o preto não são cores mas extremos da luz. Da Vinci foi o primeiro a observar que a sombra pode ser colorida, pesquisar a visão estereoscópica e mesmo tentou construir um fotômetro.

Isaac Newton

Newton acreditava na teoria corpuscular da luz tendo grandes desavenças com Huygens que acreditava na teoria ondulatória. Posteriormente, provou-se que a teoria de Newton não explicava satisfatoriamente o fenômeno da cor. Mas sua teoria foi mais aceita devido ao seu grande reconhecimento pela gravitação. Apesar disso, Newton fez importantes experimentos sobre a decomposição da luz com prismas e acreditou que as cores eram devidas ao tamanho da partícula de luz.
O físico, inglês, Isaac Newton (1642-1727) realizou vários experimentos ao longo dos anos e revolucionou os conhecimentos sobre a luz. Em 1666, na feira de Woolsthorpe, comprou um prisma de vidro (vidro triangular – um peso de papel) e observou em seu quarto, como um raio de sol da janela se decompunha ao atravessar o prisma, sua atenção foi atraída pelas cores do espectro, onde um papel no caminho da luz que emergia do prisma aparecia às sete cores do espectro, em raios sucessivos: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e o violeta. Desta maneira ele produziu seu pequeno arco-íris artificial. Rocha (2002, p. 219), relembra que Newton em seu livro Philosophical Transactions (1672), por meio de uma carta ao Editor de Cambridge para ser comunicada à R. Society, concluiu sua teoria comunicando:
"Para cumprir minha promessa anterior, devo sem mais cerimônias adicionais informar-lhe que no começo do ano de 1666 (época que me dedicava a polir vidros óptico de formas diferente da esférica), obtive um prisma de vidro retangular para tentar observar com ele o celebre fenômeno das cores. Para este fim, tendo escurecido meu quarto e feito um pequeno buraco na minha janela para deixar passar uma quantidade conveniente de luz do Sol, coloquei o meu prisma em uma entrada para que ela [a luz] pudesse ser assim refratada para a parede oposta. Isso era inicialmente um divertimento muito prazeroso: ver todas as cores vividas e intensamente assim produzidas, mas depois de um tempo dedicando-me a considerá-las mais seriamente, fiquei surpreso por vê-las..."
Em seguida, Newton repetiu a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores, mas elas permaneciam simples. Desta forma ele concluiu que a luz branca é composta por todas as cores do espectro e provou isso reunindo as raias coloridas mediante a uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca. E mais adiante Rocha (2002, p. 220) destaca que em seu livro Philosophical Transactions (1672), Newton afirmou:
"Cores não são qualificações da luz derivadas de refração ou reflexões dos corpos naturais (como é geralmente acreditado), mas propriedades originais e inatas que são diferentes nos diversos raios. Alguns raios são dispositivos a exibir uma cor vermelha e nenhuma outra; alguns uma amarela e nenhuma outra, alguns uma verde e nenhuma outra e assim por diante. Nem há apenas raios próprios e particulares para as cores mais importantes, mas mesmo para todas as cores intermediárias."
Rocha (2002, p. 221) diz que o espectro não mostra cores nitidamente limitadas. Newton também teve a idéia de estabelecer relações entre elas e os sons da escala musical, dividindo as infinitas cores do espectro em sete grupos de cores: (todos os graus de) vermelho, laranja, verde, azul anil e violeta. Ainda hoje, é comum a divisão do espectro em sete cores é arbitraria. A distinção entre azul e anil é forçada desse número sete. Como não temos um critério preciso para definir determinada cor, é desnecessária a preocupação com o número e a denominação das cores do arco-íris. Depois, através de um dispositivo dividindo em sete cores, cada uma dos quais pintando com uma das cores do espectro, que ao girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, dando a sensação do branco, conhecido como o Disco de Newton. No mesmo artigo Newton escreve:
"...a observação experimental do fenômeno inverso ao da dispersão das cores do espectro pelo prisma: Mas a composição surpreendente e maravilhosa foi aquela da brancura. Não há nenhum tipo de raio que sozinho possa exibi-la. Ela é sempre composta... Frequentemente tenho observado que fazendo convergir todas as cores do prisma e sendo desse modo novamente misturadas como estavam na luz inteiramente e perfeitamente branca..."
Notamos que a luz se propaga em forma de variações transversais e atravessam com menor ou maior facilidade, todas as substancias chamadas transparentes. Para Neto (1980), luz é a designação que recebe a radiação eletromagnética que ao penetrar no olho humano, acarreta uma sensação de claridade sendo ela responsável pelo transporte de todas as informações visuais que recebemos. Explica Rocha (2002, p. 221) que para Newton a luz é composta por corpos luminosos, que chega até aos olhos do observador e produz a sensação de luminosidade, como a emissão, por parte de pequenas partículas e diz:
"Disso, portanto vem que a brancura é a cor usual da luz, pois a luz é um agregado confuso de raios dotados de todos os tipos de cores, como elas [as cores] são promiscuamente lançadas dos corpos luminosos."
Com essa teoria chamada Teoria corpuscular da escuridão, ele não inventou o telescópio refletor – que causa aberrações cromáticas, emprega um espelho côncavo, que reflete a luz. Certamente já vimos isso acontecer: por um pedaço de vidro, um aquário ou algo de gênero que produz faixas coloridas, como um CD qualquer, verá os reflexos produzidos que variam uma gama de cores vivas. As gotas de chuva tem o mesmo efeito, na fronteira do ar com a água, a luz é refratada e os diferentes comprimentos de onde que formam a luz do Sol são inclinados em diferentes ângulos, como no prisma de Newton, no interior das gotas passam, as cores desdobram, ate atingirem a parede côncava do outro lado e assim são refletidas de volta e para baixo, saindo da gota de chuva. A cor, portanto, pode ser considerada uma sensação ou efeito fisiológico que produz cada um destes elementos dispersos que constituem a luz branca.

Le Blon

Ainda no século XVIII, um impressor chamado Le Blon testou diversos pigmentos até chegar aos três básicos para impressão: o vermelho, verde e azul.

Goethe

Roda criada por Goethe em 1810
No século XIX o poeta Goethe se apaixonou pela questão da cor e passou trinta anos tentando terminar o que considerava sua obra máxima: um tratado sobre as cores que poria abaixo a teoria de Newton.
A principal objeção de Goethe a Newton era de que a luz branca não podia ser constituída por cores, cada uma delas mais escura que o branco. Assim ele defendia a idéia das cores serem resultado da interação da luz com a "não luz" ou a escuridão.
Por exemplo, o experimento da luz decomposta em cores ao passar por um prisma foi explicado por ele como um efeito do meio translúcido (o vidro) enfraquecendo a luz branca. O amarelo seria a impressão produzida no olho pela luz branca vinda em nossa direção através de um meio translúcido. O sol e a lua parecem amarelados por sua luz passar pela atmosfera até chegar a nós. Já o azul seria o resultado da fuga da luz de nós até a escuridão. O céu é azul porque a luz refletida na terra volta em direção ao espaço negro através da atmosfera. Da mesma forma o mar, onde a luz penetra alguns metros em direção ao fundo escuro. Ou as montanhas ao longe que parecem azuladas. O verde seria a neutralização do azul e do amarelo. Como no mar raso ou numa piscina, onde a luz refletida no fundo vem em nossa direção (amarelo) ao mesmo tempo que vai do sol em direção ao fundo (azul). A intensificação do azul, ou seja a luz muito enfraquecida ao ir em direção à escuridão torna-se violeta, do mesmo modo que o amarelo intensificado, como o sol nascente, mais fraco, e tendo que passar por um percurso maior de atmosfera até nosso olho fica avermelhado.
A interpretação do arco íris é assim modificada. Os dois extremos tendem ao vermelho, que representa o enfraquecimento máximo da luz.
E ele realmente descobriu aspectos que Newton ignorara sobre a fisiologia e psicologia da cor. Observou a retenção das cores na retina, a tendência do olho humano em ver nas bordas de uma cor complementar, notou que objetos brancos sempre parecem maiores do que negros.
Também reinterpretou as cores, pigmentos de Le Blon, renomeando-os púrpura, amarelo e azul claro, se aproximando com muita precisão das atuais tintas magenta, amarelo e ciano utilizadas em impressão industrial.
Porém as observações de Goethe em nada feriram a teoria de Newton, parte devido ao enorme prestígio do físico inglês, e parte porque suas explicações para os fenômenos eram muitas vezes insatisfatórias e ele não propunha nenhum método científico para provar suas teses. Sua publicação "A teoria das cores" caiu em descrédito na comunidade científica, não despertou interesse entre os artistas e era deveras complexo para leigos.
Suas observações foram resgatadas no início do século XX pelos estudiosos da gestalt e sobre pintores modernos como Paul Klee eKandinsky.
Atualmente, o estudo da teoria das cores nas universidades se divide em três matérias com as mesmas características que Goethepropunha para cores: a cor física (óptica física), a cor fisiológica (óptica fisiológica) e a cor química (óptica fisico-química).
O conteúdo é basicamente a teoria de Newton acrescida de observações modernas sobre ondas. Os estudos de Goethe ainda podem ser encontrados em livros de psicologia, arte e mesmo livros infanto-juvenis que apresentam ilusões de óptica.