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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Earl Norem: Mais um Mestre Clássico!


Earl Norem (nascido em 17 de abril de 1924), muitas vezes creditado simplesmente como Norem, é um artista  americano conhecido principalmente por suas capas pintadas para Marvel Comics (livros e revistas). Ao longo de sua carreira, Norem também trouxe seu estilo colorido, expressivo e dinâmico para capas de romances, livros de jogos, cartazes de filmes, programas de beisebol e cartões comerciais.
Man-God


Norem participou ativamente como militar na Segunda Guerra Mundial. Ele treinou em Colorado e Texas, e combateu os alemães nas regiões norte (Apeninos da Itália). Norem era um líder de esquadrão (S / EST) e foi ferido indo para o vale do Pó . Logo após, ele embarcou em uma carreira de ilustração.



Se você colecionou A Espada Selvagem de Conan ou comprou os bonequinhos do He-Man que saíram nos anos 80, com certeza sabe quem é este grande ilustrador.
O que não sabe é que a carreira deste artista nascido em 1924 começou lá no final dos anos 50, início de 60, quando ele desenhava capas (e ilustrações internas) para revistas como Male, Man’s Life, Actio for Men e Man’s World. Na época, as chamadas “revistas para homens” ou no original Men’s Magazines eram bastante comuns e faziam muito sucesso com suas aventuras de guerra, espionagem, aventura e detetive. Na galeria abaixo, além de algumas capas, você poderá ver várias imagens das histórias, todas em P&B. Essas revistas não eram HQs, mas compilações de contos com ilustrações na primeira página e como o público era predominantemente masculino, ele logo se especializou na reprodução de lindas mulheres.

Norem fez algumas capas para livros, até que seu trabalho o levou até a Marvel Comics na década de 70. A editora, na época, tinha uma enorme linha de HQs adultas (além do Conan), que incluía The Haunt of Horror, Tales of the Zombie, Star-Lord, Monsters Unleashed, Deadly Hands of Kung-Fu, etc. O artista fez capas para todas elas (e também outras publicações), até chegar à linha Masters of the Universe nos anos 80, possivelmente seu trabalho mais conhecido fora Conan. Para a retomada da linha em 2002, ele inclusive criou uma espetacular capa-dupla que foi a primeira edição.
Norem estabeleceu o visual definitivo de He-Man e seus guerreiros e inimigos, criando um impressionante conceito visual que até hoje é imitado.








quinta-feira, 9 de junho de 2011

William Turner - Impressionismo em tela


Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 - Chelsea, 19 de Dezembro de 1851), foi pintor romântico londrino, considerado por alguns um dos precursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz.


Antes de completar 10 anos, Turner, filho de um barbeiro de Londres, ganhou o primeiro dinheiro como pintor colorindo uma gravura. Quatro anos mais tarde, entrou para a Real Academia de Londres. Começou como pintor topográfico e pouco a pouco foi se inclinando para as paisagens, principalmente as marinhas. Em 1802 foi admitido como membro da Academia de Londres. Algum tempo depois, fez sua primeira viagem ao continente. Ficou entusiasmado com a pintura dos grandes mestres no Museu do Louvre, então enriquecido com os saques de Napoleão. Lorrain e Poussin eram seus pintores preferidos.
Biografia

Turner dedicou-se à pintura da paisagem com paixão, energia, força, interpretando seus temas de forma épica. Seus trabalhos transmitiam uma emoção extrema e foi considerado o ponto culminante da paisagem romântica. Turner foi extremamente precoce, brilhante e bem sucedido. Iniciou na arte aos 13 anos com seus desenhos e com 15 anos atingiu sua reputação. Era um homem solitário, sem amigos e quando pintava não permitia a presença de pessoas, mesmo que fossem outros artistas.
Uma de suas preocupações principais foi a aplicação da luz e sua incidência sobre as cores da maneira mais natural possível. Para tanto, dedicou-se intensamente ao estudo dos paisagistas holandeses do século XVIII, muito em voga naquela época naEuropa. Em sua obra os motivos eram em geral paisagens, e o mar era uma constante nos quadros do pintor inglês.
Com o tempo desenvolveu um estilo próprio de pintar. Sua vida foi inteiramente dedicada à pintura. Seu acervo é magnífico, com mais de 20.000 mil obras. Os temas que ilustravam efeitos de dramaticidade particularmente o fascinavam. Pintou muito o mar, os rios, as cachoeiras e os abismos, pois eram belos e perigosos.
O modo como Turner trata a água, o céu e a atmosfera, em geral se afasta de todo o realismo natural e se transforma no reflexo anímico da situação. As pinceladas soltas e difusas dão forma a um torvelinho de nuvens e ondas, a uma desesperança interior que se transmite à natureza, uma das características básicas do romantismo.
Também foi de grande relevância para sua pintura a viagem que fez a Veneza em 1812, quando o pintor descobriu a importância da cor e conseguiu dar corpo à atmosfera de uma maneira que, anos depois, os impressionistas retomariam. Não surpreendentemente, Veneza se torna sua cidade preferida, uma fusão da água e da civilização, pintou-a muitas vezes em 1819 e depois em 1828.
De 1830 a 1840, Turner deixou de lado a forma e criou espaços voláteis de nuvens e cores, como em Chuva, Vapor e Velocidade (1844), por exemplo, que remete aos quadros abstratos de pleno século XX. Não é sem motivo que foi qualificado por muitos historiadores como o primeiro pintor de vanguarda.
Sua última exposição foi em 1850. No ano seguinte veio a falecer doente e solitário como sempre viveu. Após meses desaparecido, foi descoberto muito doente por sua empregada. Morreu em Chelsea em dezembro, de 1851. Suas obras mais importantes estão na National Gallery e na Tate Gallery, ambas em Londres.
Sobre Turner escreveu muito bem Richard Lacayo, na revista TIME de 2,Nov,2007, afirmando que embora pudesse desenhar com precisão molecular seu impulso não era delinear a forma mas dissolvê-la.

Obras em leilão

Desde 1897 nenhuma obra de Turner era leiloada.
  • Em Abril de 2006, foi leiloado na Christie's, o quadro Giudecca, La Donna della Salute and San Giorgio, pintado pelo artista na cidade deVeneza, sendo esta a cidade retratada na obra. O quadro atingiu o valor exorbitante 20.5 milhões de libras, quase 28,5 milhões de euros..
  • Em 2006, a obra Glaucus and Scylla (1840) foi devolvida pelo Kimbell Art Museum em Fort Worth aos herdeiros de uma família vítima doHolocausto. A pintura foi comprada de novo pelo museu em Abril de 2007, num leilão da Christie's por 5,7 milhões de dólares.
  • Em Dezembro de 2007 a aquarela Bamborough Castle foi leiloada pela Sotheby's, em Londres, por 2.932.500 libras (4.081.500 euros). A aguarela data dos anos 30 do século XIX e em 1872 foi comprada pelo conde de Dudley por 3.309 libras - então um preço recorde para uma obra deste género - até que passou para as mãos da família Vanderbilt e não era vista em público desde 1889.
  • Em Julho de 2010 a obra, intitulada 'Roma Moderna - Campo Vaccino', datada de 1838, foi vendida num leilão da Sotheby's de Londrespor 35,5 milhões de euros. A obra foi comprada pelo museu J. Paul Getty de Los Angeles.

Algumas Obras


terça-feira, 5 de abril de 2011

A Técnica Aquarela


Mirza: a mulher Vampiro, criada por Eugenio Colonnese

A aguarela (português europeu) ou aquarela (português brasileiro) é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevadagramagem. São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro,tecido, madeira e tela.

História da aquarela

A aquarela é uma técnica muito antiga cujo aparecimento se supõe esteja relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pêlo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos.
No ocidente, há vários exemplos do emprego desta técnica desde a Idade Média, como Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até 1366, e teria produzido uma série de desenhos aquarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho. O método foi utilizado por artistas flamengos, e amplamente empregado em Florença e Veneza. Foi com Albert Dürerque a aquarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras suas.
Em 1550, um artista de nome John White participou da expedição de Sir Walter Releigth, registrando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, sendo considerado por alguns como o pai da aquarela. Mas foi somente no século XVIII que a técnica passou a ser considerada como um método autônomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint e John Constable, mas foi sem duvida William Turner quem melhor soube explorar suas possibilidades; e muitos desconhecem que Turner produziu 19.000 aquarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos. Já foi mencionado que Turner teria influenciado os pintores impressionistas, mas há quem ouse afirmar que a aquarela exerceu tamanha influência sobre Turner, a ponto de este experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através da aplicação de camadas bastante delgadas e sobrepostas, com muita luminosidade.
A aquarela há muito tempo se tornara um hábito nas cortes européias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade, de feminilidade espontânea e, embora surgissem novos pintores aquarelista, esta técnica começa a ser vista com preconceito. Com o passar dos anos, surge uma grande contradição em torno deste método, notadamente no Brasil, onde a aquarela é vista como um método escolar. Apreciada por alguns, desprezadas por outros e incompreendida por muitos, o certo é que a aquarela deve ser defendida pelas suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.


fonte: Wikipedia