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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Arte de Drew Struzan

Você pode não reconhecer o autor, mas certamente vai reconhecer sua obra.
A compilação dos pôsteres acima foram criados pelo mesmo artista: 
Drew Struzan. 
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Drew Struzan
Reconhecido imediatamente por seu estilo diferenciado, Drew é famoso pelos mais de 150 pôsteres que criou para diversos filmes, entre eles, os da saga de Star Wars eIndiana Jones, pelos quais tornou-se o artista preferido de Steven Spielberg (Struzan foi o único artista autorizado por Spielberg para ilustrar o icônico personagem E.T.) eGeorge Lucas, além de capas de álbuns musicais, capas de livros e muitos outros trabalhos.
O iníco da carreira
Nascido em 1947 no estado de Oregon (EUA), Drew cresceu como uma criança prodígio, com o raro talento para arte. Após graduar-se na Faculdade Central de Arte do Design de Los Angeles, um estúdio de design descobriu seu talento. Lá, iniciou sua carreira ilustrando capas de discos para vários artistas, sendo seu trabalho mais conhecido nesse ramo, a capa do disco “Welcome to my Nightmare”, de Alice Cooper, votada como uma das top 100 Capas de Álbuns de Todos os Tempos pela revista Rolling Stones.
O Império das Formigas
Seus primeiros trabalhos com pôsteres de filmes foram para filmes-B como O Império das Formigas e Comida dos Deuses. Enquanto a demanda por seu talento só aumentava, foi um trabalho para um pequeno filme de ficção científica chamado Stas Wars que estabeleceu Struzan e seu trabalho nos olhos do público para sempre.
O auge
Durante todos os anos 70 e 80, Drew produziu um volume constante de trabalho para diversos filmes como Blade Runner, a série Loucademia de Polícia, Um príncipe em Nova York, Rambo, Negócio Arriscado, Os Goonies, as sagas de Star Wars, De Volta para o Futuro e Indiana Jones e muitos outros.


Indiana Jones e a Última Cruzada

O declínio da arte tradicional
Nos anos 90, com o advento do computador e da manipulação digital de imagens,Drew foi afetado pelo declínio da ilustração artística de pôsteres tradicional. Enquanto continuou criando pôsteres para filmes como Hook, A Volta do Capitão Gancho, Harry Potter e Hellboy (o último poster de sua carrreira), ele começou a explorar novos ramos para seu trabalho, incluindo capas para histórias em quadrinhos, capas de games, edições limitadas de arte e o mercado de colecionadores.

A Aposentadoria
“Levou muito tempo para por em prática a idéia de me aposentar de meus 40 anos de esforço e sacrifício, mas agora que consegui, estou aproveitando a vida como nunca antes. Eu tinha esquecido como descansar, cheirar as rosas proverbiais e ver o futuro como oportunidade. Eu sou grato e honrado para ter tido a oportunidade de fazer todo o trabalho que eu fiz. Estou satisfeito de ter tido a capacidade de dar um presente de beleza e paz através de meu trabalho para tantos ao redor do mundo. Agora que eu diminuí a carga, tenho paz e felicidade como recompensa pelos meus dias de trabalho”.
- Drew Struzan -(3 de Setembro de 2008)
O escritor espanhol Iker Pérez explicou ao site TheRaider.net que “Ele [Struzan] quer ter mais tempo para sua família e poder trabalhar em suas próprias pinturas, além disso a situação atual da indústria cinematográfica não parece querer ajudar afinal.”
Este grande artista e, primeiramente, grande ser humano, deixou milhares de fãs órfãos de seu esplendoroso trabalho. É como se “o último dos românticos”, o último de uma geração de artistas que dedicou a vida a este ramo, sucumbisse a este mundo moderno. Drew recusava-se a misturar o computador a sua arte, pois acreditava que a alma do artista estaria na ponta do pincel quando compunha suas obras.

Segue abaixo, um trailer de um documentário chamado The Man Behind the Poster (O Homem por Trás do Pôster), feito sobre sua carreira recentemente:


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Earl Norem: Mais um Mestre Clássico!


Earl Norem (nascido em 17 de abril de 1924), muitas vezes creditado simplesmente como Norem, é um artista  americano conhecido principalmente por suas capas pintadas para Marvel Comics (livros e revistas). Ao longo de sua carreira, Norem também trouxe seu estilo colorido, expressivo e dinâmico para capas de romances, livros de jogos, cartazes de filmes, programas de beisebol e cartões comerciais.
Man-God


Norem participou ativamente como militar na Segunda Guerra Mundial. Ele treinou em Colorado e Texas, e combateu os alemães nas regiões norte (Apeninos da Itália). Norem era um líder de esquadrão (S / EST) e foi ferido indo para o vale do Pó . Logo após, ele embarcou em uma carreira de ilustração.



Se você colecionou A Espada Selvagem de Conan ou comprou os bonequinhos do He-Man que saíram nos anos 80, com certeza sabe quem é este grande ilustrador.
O que não sabe é que a carreira deste artista nascido em 1924 começou lá no final dos anos 50, início de 60, quando ele desenhava capas (e ilustrações internas) para revistas como Male, Man’s Life, Actio for Men e Man’s World. Na época, as chamadas “revistas para homens” ou no original Men’s Magazines eram bastante comuns e faziam muito sucesso com suas aventuras de guerra, espionagem, aventura e detetive. Na galeria abaixo, além de algumas capas, você poderá ver várias imagens das histórias, todas em P&B. Essas revistas não eram HQs, mas compilações de contos com ilustrações na primeira página e como o público era predominantemente masculino, ele logo se especializou na reprodução de lindas mulheres.

Norem fez algumas capas para livros, até que seu trabalho o levou até a Marvel Comics na década de 70. A editora, na época, tinha uma enorme linha de HQs adultas (além do Conan), que incluía The Haunt of Horror, Tales of the Zombie, Star-Lord, Monsters Unleashed, Deadly Hands of Kung-Fu, etc. O artista fez capas para todas elas (e também outras publicações), até chegar à linha Masters of the Universe nos anos 80, possivelmente seu trabalho mais conhecido fora Conan. Para a retomada da linha em 2002, ele inclusive criou uma espetacular capa-dupla que foi a primeira edição.
Norem estabeleceu o visual definitivo de He-Man e seus guerreiros e inimigos, criando um impressionante conceito visual que até hoje é imitado.








quarta-feira, 13 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eugênio Colonnese - O Mestre


Eugênio Colonnese, quadrinhista italiano radicado há mais de quatro décadas no Brasil, foi um dos brasileiros a desenhar para a Sergio Bonelli Editore.
O traço de Eugênio Colonese teve presença em Mister No 362 (julho/2005) e 363 (agosto/2005), na reta final de Mister No antes do cancelamento do título na Itália, mas o que pouca gente sabe é que esta aventura de Mister No, embora sendo publicada em 2005, foi desenhada por Colonnese nos anos 90.
Eugenio ColonneseApós uma bem-sucedida carreira na Argentina, iniciada em 1949 no longevo gibi "El Tony" e culminando na renomada editora Columba, Colonnese chegou ao Brasil em 1964, estabelecendo-se em Santo André, São Paulo. 
Encontrando um mercado bastante receptivo ao seu talento, desenvolveu intensa produção de HQs entre 1964 e 1970, a frente do Estúdio D'Arte, em sociedade com o também quadrinhista Rodolfo Zalla e que tinha em seu "cast" jovens artistas como Osvaldo Talo, Luiz Meri, Luscar e Rubens Cordeiro.
Colonnese transitava com desenvoltura pelos gêneros de terror, guerra e até de super-heróis, com seus personagens Mylar, Superargo e Escorpião. 
Porém, são provenientes das HQs de terror suas criações mais populares e reverenciadas até hoje pelos fãs: Myrza, a Mulher-Vampira (tida como a principal "bad girl" dos quadrinhos brasileiros) e o sarcástico Morto do Pântano, ambos concebidos em 1967. 
Na década de 1970, passou a ilustrar livros didáticos para a Editora Ática, que adotou as HQs como linguagem de ensino. Acabou por assumir a direção de uma das divisões artísticas da editora em 1979, permanecendo no cargo até 1999. 
De 1980 em diante, sua produção de HQs foi retomada, publicando em revistas de terror da época, como a "Spectro" e os títulos "Calafrio" e "Mestres do Terror", da Editora D'Arte. Nesta época, quadrinizou também as aventuras do cowboy circense Beto Carrero. Colonnese segue criando personagens até hoje, tais como a Shadow Lady (a ser lançada em breve).
Ganhador de vários prêmios em exposições de arte e homenageado por associações de desenhistas e órgãos governamentais, desenhou a História do Brasil para o Ministério de Relações Exteriores, em 1990, que foi publicada nas Filipinas em inglês e no idioma nativo.
Atualmente, Colonnese ministra aulas na ESA – Escola Estúdio de Artes. 

Entre suas últimas obras publicadas, destacam-se o "Curso Completo de Desenho" em cinco edições, pela Editora Escala e "A arte exuberante de desenhar mulheres", pela Editora Opera Graphica, ambos excelentes guias para os aspirantes a quadrinhista. 
Também pela Opera Graphica, temos os álbuns de Myrza e O Morto do Pântano, além de "O Espírito da Guerra", contendo quatro HQs inéditas produzidas em 1967/68 e que se passam na Segunda Guerra Mundial (uma boa pedida para aqueles que curtem os episódios bélicos de Mister No).
Fumante inveterado, Eugênio Colonnese sofreu um AVC - Acidente Vascular Cerebral - em meados de junho 2008 e veio a falecer na madrugada de 8 de agosto do mesmo ano, em decorrência de falência múltipla de órgãos.

PS.: eu sou grato em estudar na ESA: Escola Studio de Artes, pois o próprio MESTRE me ensinou por 3 anos. Aprendi muito com ele e senti muito sua perda. OBRIGADO Mestre!!!!